(O quê um homem-bomba, doadores da Igreja Universal, 100 mil fãs do Metallica e um cara que tatuou o brasão da Portuguesa têm em comum? Veja abaixo minha teoria).
Domingo de madrugada, TV sem nenhum conteúdo interessante, e ao mudar dos canais 2 (Cultura) a 99 (Telecine), passo por noticiários de terrorismo, uns 5 canais de diferentes religiões, show do Metallica no "Rock in Rio" (aspas, pois o Metallica merece o título de Rock) e canal esportivo com os gols da rodada.
E numa das minhas pancadas encefálicas, penso: "O que leva esse povo a se juntar e idolatrar seus respectivos ídolos e credos?". Simples: o fanatismo. Por definição do dicionário, o fanatismo é: "Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião, doutrina, partido, etc. Dedicação excessiva." (calma, sua "dedicação excessiva" ao trabalho não indica necessariamente um fanatismo).
Pois bem, vejamos os 4 casos acima:
- Homem-bomba: muitos pensam que eles se suicidam, mas o objetivo é matar. E o prêmio das "70 virgens" não tem a conotação sexual do bacanal exacerbado (ok, o bacanal vem de brinde), mas as 70 virgens darão "70 consciências de lucidez para dilacerar a culpa do homem-bomba pela eternidade afora". (Que marketês bonito, não? Deu vontade de amarrar umas dinamites na cintura?)
- Fervorosos na Igreja: não gosto de discutir religião pois todo suporte espiritual incondicional é válido (ênfase no incondicional), mas não me venha cobrar dízimo dentro da Igreja com máquina de cartão de crédito que entraremos numa pancadaria (Não acredita? Veja fonte: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/euquerosalvaroplaneta/2009/01/27/26350-igreja-universal-vende-lugar-no-ceu-a-cartao-de-credito). "Doe e garanta seu lugar no céu": para a maioria dos fiéis, passe um perrengue nesta vida para ter uma próxima vida melhor.
- Milhares de fãs num show de rock: 99 mil cabeludos de preto, e 1 mil cabeludas-headbangers num show de rock ovacionando acordes de guitarra e solos de bateria, com algumas trombadas, cabeçadas, desmaios. Todos num estado de transe coletivo, se o vocalista os manda pular, eles pulam. Se ele diz "I'm happy to be here, you motherfuckers!!", a galera grita feliz (a maioria sequer entendeu que ele os xingou).
- Torcedor da Lusa com o brasão tatuado nas costas: time fundado em 1920 (sim, 91 anos) que ganhou apenas 3 Campeonatos Paulistas (1933, 1936, 1973) e, ok, 1 título na segundona recentemente (2007). Time com tão poucas vitórias mereceria uma homenagem como marcar permanentemente seu corpo com seu time do coração? Se bem que, mesmo com essa pequena tradição, ainda desbanca o "Curinthia" pois a Lusa tem um estádio! (Hahahaha! Não podia deixar de dar uma pancada no Curinthia).
Existem outras formas de fanatismo (por exemplo: ideológico como o nazismo, fãs de artistas de cinema, fanatismo político), mas ao relembrar a melhor aula (Ciências Políticas) que tive na faculdade no fatídico 11/9/2001 (dia dos ataques terroristas nos EUA), nenhum fanatismo supera a dos extremistas islâmicos pois os mesmos abrem mão de suas pequenas vidas em favor de uma causa maior, ato que outros fanáticos não fariam (se bem que deve ter Curinthiano que daria a vida para ver o seu time ganhar 1 (uma) Libertadores, concordam?).
Minha conclusão: não existe fanatismo certo ou errado, desde que não se faça o mal e o mau com o próximo. Seja fanático e feliz, dentro do seu fanatismo!

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