(30 sabores diferentes no varal)
Pastel de feira deve ser a comida mais democrática de São Paulo (não é tão difundida em outros lugares), tanto pelo preço acessível (R$ 3,00 em média), quanto pela variedade de sabores.
O interessante é como as barracas evoluíram, desde os sabores oferecidos até as formas de pagamento. Há uns 20, 25 anos atrás quando eu e meus irmãos disputávamos quem ajudaria nossa avó a puxar o carrinho na feira para em troca ganhar um pastel e uma "garapa" (vulgo caldo de cana) como recompensa, me lembro daquelas barracas rústicas, geralmente administradas por patrícios descendentes de japoneses, com os cartazes escritos à mão no varal: carne, queijo, pizza, palmito, bauru e especial.
Hoje as barracas operam como restaurantes móveis, com seus banquinhos e mesas, pimentas e temperos de todos os tipos (não sei quem come pastel com shoyu ou mostarda), e algumas barracas até aceitam cartões de débito (bom, algumas Igrejas aceitam também).
Mas a mudança maior foi na variedade de sabores. Na feira perto de casa que frequento toda quinta, as barracas oferecem 30 sabores, dentre salgados e doces. Carne com cheddar, atum com catupiry, chocolate, enfim, combinações para todos os gostos. Numa outra feira no Campo Belo, uma barraca oferece pastel de Nutella, e pimentas Tabasco ou wasabi (sim, wasabi) para acompanhar.
Outra qualidade do pastel de feira é que não tem como recriá-lo em casa. Mesmo que você compre a massa de pastel na barraca e capriche nos recheios em casa, pode até ser que o sabor fique próximo, mas nunca igual. Deve ser por conta daquele óleo que ferve a manhã inteira na fritadeira, ou do repouso do pastel naquelas gavetas esperando sua hora chegar, ou então aquelas pimentas caseiras impossíveis de recriar. Viva o pastel de feira!

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